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12 novembro, 2011

RESPOSTA A UMA MULHER CRISTÃ QUE SE SENTE ATRAÍDA POR OUTRA MULHER

 

mulher triste

 

“Boa tarde.

Há algum tempo procuro ajuda de algum profissional pra resolver meu problema. Mas, os que tenho encontrado, não sei, não me sinto a vontade pra falar.

Então resolvi procurar um cristão, pq acho que é alguém que tem o pensamento e os valores mais parecidos com o meu e não vai ficar rindo de mim. Mas antes de começar, gostaria de saber se o senhor tem a cura pra uma mulher que se interessa por outra mulher.

Não suporto isso! Quero ser normal! Quero casar, ter filhos, constituir familia. Mas vejo isso cada vez mais distante de me fazer feliz e isso me apavora!

Por favor, diga que o senhor pode me curar! “

Anônima

 

Prezada Anônima

Nenhum terapeuta honesto vai responder a seu cliente que TEM A CURA PARA A SUA PATOLOGIA, pois não é assim que as coisas funcionam.

Problemas que afetam a nossa alma, a nossa sensibilidade, a nossa relação com o outro e com o mundo não são como doenças físicas, para as quais você toma um medicamento e fica curada.

O trabalho de um terapeuta É AJUDAR O SEU CLIENTE a descobrir o porquê e onde estão as raízes do problema que lhe traz sofrimento.

Em seu caso, essas raízes certamente têm a ver com o seu passado e em como foi a sua relação com seu pai, sua mãe ou outras figuras que tiveram a mesma importância deles para você.

Compreendo sua aflição e sua luta interior, mas esse é um trabalho difícil, que pode ser doloroso, mas que pode, sim, desde que você se compreenda, ter uma solução.

Mas, DEPENDERÁ SEMPRE DE VOCÊ e não do terapeuta que escolher.

Pense nisso. E se compreender que vale a pena despender um esforço nisso (e se quiser), volte a me escrever.

Cordialmente,

Tony Ayres

P.S: Tenho quase certeza de que não sou eu o primeiro a dizer-lhe isso

03 julho, 2009

DEUS FALA COMO QUER

balaam Depois de um longo dia de trabalho e após mais aproximadamente 4 horas de aulas no Seminário,eu voltava para casa exausto, instintivamente apertando um pouco mais o pé no acelerador do carro, com o desejo de chegar o mais rápido possível.

Tinha atravessado boa parte da cidade e estava a menos de 10 minutos de casa, quando, ao fazer uma curva, subitamente, ouvi uma voz falar claramente ao meu coração:

"Dirija-se, agora mesmo, à frente do templo".

O templo em questão era a igreja pela qual eu era responsável, e embora não muito longe do lugar onde me encontrava, ficava na direção oposta ao caminho de minha casa.

Achei que era imaginação de minha mente, pois o que iria eu fazer num dia de semana, com as ruas desertas, já quase meia –noite, diante de um templo fechado?

Mas, a voz insistia, dentro de mim: "Vá agora mesmo ao templo".

Diante de tal circunstância, decidi fazer aquilo que havia aprendido no Seminário não ser sensato fazer. Fiz uma oração, dizendo mais ou menos assim:

"Senhor, estou sentindo uma orientação para ir agora mesmo ao templo. Não tenho certeza se isso é pensamento meu, ou uma orientação de Tua parte. Portanto vou abrir a Bíblia aleatoriamente e peço-te que me orientes, pela Tua Palavra".

Feita a oração, sem nem mesmo desligar o motor de carro, encostei por um momento próximo ao meio-fio, acendi a luz interna e abri a Bíblia.

Meus olhos caíram sobre o seguinte texto:

"Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado" (Hb. 12.12-13).

Imediatamente, entendi que alguém precisava de ajuda. Desliguei a luz interna do carro, engatei a marcha e rumei para a igreja.

Qual não foi minha surpresa, à medida em que ia chegando ao local designado, perceber que um dos jovens da mocidade, estava em pé, na calçada oposta, bem defronte do templo, com o olhar desesperado.

Quando estacionei o carro e desci para cumprimentá-lo, sua voz saiu, num misto de surpresa e de extremo alívio: "Pastor, ainda bem que o senhor veio até aqui. Eu estou desesperado e, se o senhor não chegasse, sinto que iria estourar".

Procurei acalmá-lo, e pedi-lhe que me dissesse, sem temor, a razão de seu desespero.

Nos longos minutos que fiquei com ele, naquela hora deserta da noite, pude ouvi-lo desabafar a história de sua criação e confessar a sua vida de homossexualidade, que trazia escondida em seu coração.

Tive oportunidade de aconselhá-lo, orar com ele e por ele, dar-lhe uma palavra de orientação e de conforto. Quando nos despedimos afinal, seu semblante estava alegre e seu coração apaziguado.

Retomei o caminho de casa, dessa vez convicto de que fora obediente à voz do Senhor.

Durante o tempo em que permaneci como pastor daquela igreja, pude ver aquele jovem sentindo-se perdoado e feliz, fazendo alegremente e com disposição, todo o trabalho que lhe era confiado.

Aprendi mais uma vez que Deus é soberano. Fala a quem quer,no momento em que quiser e da maneira que Lhe aprouver.

Soli Deu Gloriae

Tony Ayres