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01 abril, 2010

NÃO SEJA UM INOCENTE ÚTIL: DEFENDA- SE DA MANIPULAÇÃO

DOMQUIXOTE Alguns pesquisadores modernos relativizam a importância da televisão e da Internet, enquanto veículos formadores da opinião pública, alegando que a influência que eles têm sobre o indivíduo não é livre, mas depende dos valores pessoais de cada ser humano, estruturados no curso de sua vida.

Pessoalmente, penso que tal idéia não condiz com a realidade, pois programas como as telenovelas e o Big Brother, entre tantos outros (inclusive os telejornais e os editoriais de portais da Internet) demonstram que sempre existe a possibilidade de manipulação, o que significa um passo ainda além, uma vez que manipular é o lado negativo de formar opinião.

E COMO SE MANIPULA, NESSES VEÍCULOS?

1. Pode se manipular o público quando se explora a sua deficiência de informação. As pessoas, quando não são bem informadas se tornam vítimas de argumentações enganosas.

2. Pode-se manipular o público confundindo propositalmente a importância dos fatos, o que acontece, quase sempre com setores jornalísticos não muito sérios.

Por exemplo, minimizar e dar pouca importância a um fato relevante e destacar, exageradamente, um outro relativamente insignificante é manipulação (política, ideológica ou religiosa).

3. Pode-se manipular o público apresentando fatos ou notícias isolados, fora de seu contexto. Assim, apresenta-se o pecador como inocente e o inocente, como pecador.

4. Pode-se manipular o público, sonegando-se dados importantes para a sua correta informação. Modificam-se cifras, mudam-se números com o objetiivo de apresentar, não a verdade por inteiro, mas uma meia-verdade, com o o intuito de confundir.

BEM, E DAÍ?

Respondendo a essa hipotética pergunta, eu diria que, a partir dessas informações, todos nós temos o dever de zelar pela nossa saúde mental, pela nossa autenticidade,  pela preservação de nossa inteligência e pela aquisição de conhecimentos sobre a sociedade em que vivemos.

Isso equivale a possuir um filtro crítico, para não sermos vítimas de quaiquer idéias. Os "ladinos" e os oportunistas de plantão (INCLUSIVE OS RELIGIOSOS DA TV) não perdem tempo em explorar a alienação de pessoas sinceras, mas excessivamente crédulas.

Faça o possível para não ser uma "vaquinha de presépio" ou um inocente útil. Você tem o seu próprio valor, que não pode ser diminuído por quem quer que seja, uma vez que este valor foi-lhe conferido como uma dádiva, pelo Criador.

Tony Ayres

24 abril, 2009

CAMINHO DAS ÍNDIAS. ASSISTIR OU NÃO?

201008-caminhos-india A novela Caminho das Índias, de autoria de Glória Perez e exibida diariamente pela TV Globo já tem sido motivo de polêmicas no meio evangélico brasileiro.

Recentemente, recebi um e-mail, do tipo "forwarded", no qual o autor apresenta o argumento de que, no Brasil, somos mais de 35 milhões de evangélicos, dos quais, 10%, no mínimo, são, como ele diz, "noveleiros", o que daria, por baixo, um número de 3 milhões e 500 mil telespectadores.

Alegando morar na Índia há 4 anos e citando dados sobre o Hinduísmo, religião politeísta, que possui cerca de 33 milhões de deuses, ele propões um boicote contra a emissora, cujo propósito, segundo seu pensamento, seria difundir essa religião no Brasil.

Ainda segundo o autor desse e-mail, se esses 3 milhões e 500 mil telespectadores cristãos brasileiros desligassem seus aparelhos de TV na hora da exibição de Caminho das Índias, a novela seria um fracasso - e, nós, evangélicos, estaríamos livres de sermos vítimas do proselitismo hinduísta.

Mesmo acatando as boas informações desse nosso irmão, e a sua visível boa intenção; pessoalmente, não acredito que as coisas possam ser tão simples assim.

E POR QUE RAZÃO DIGO ISSO?

Em primeiro lugar, porque, estando a população brasileira em torno de 195 milhões de habitantes, não me parece que 35 milhões de evangélicos ou, melhor dizendo, 3, 5 milhões (10%, conforme propõe o nosso irmão), seja um número significativo para boicotar a novela global.

Em segundo lugar, pelo fato de mesmos óculos poderem ter lentes de diferentes cores. Os 33 milhões de falsos deuses indianos que o nosso irmão vê como ameaça, com certeza NADA SIGNIFICAM para cristãos nascidos de novo que conhecem o ÚNICO DEUS VERDADEIRO, Jesus Cristo, de Nazaré, "que é, que era e que há de vir"!

Ao contrário, essa idolatria toda pode conscientizar os cristãos brasileiros do quanto maior do que pensávamos é a necessidade de evangelização daquele pobre país de dimensões continentais, chamado Índia.

E, em terceiro lugar porque os adultérios, as traições, as falsidades e a discórdia de irmãos, entre outras coisas, como sempre; representam o verdadeiro perigo das novelas globais, não apenas para os cristãos evangélicos, mas para todo cidadão de bem que esteja menos avisado.

CONCLUSÃO

Concluindo este post já bastante longo, desejo esclarecer que não estou defendendo o "assistir novelas" como sendo desejável. Penso que ler um bom livro, compartilhar bons momentos com a família ou mesmo, estar no computador lendo aquilo que convém são atividades muito mais edificantes.

Mas, se a sua escolha for assistir às novelas, procure fazer isso com muito critério e senso crítico. Como nos ensinou Jesus, ainda estamos no mundo. Mas não devemos viver como se fôssemos do mundo.

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Rom. 12.2)

Tony Ayres