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15 abril, 2009

CRISE NO CASAMENTO

Sei que, pelo menos para as pessoas que se consideram bem casadas, o título deste post pode parecer um tanadolescentesto exagerado, pois, afinal, nem todos os casamentos estão em crise.

Minha resposta a essas pessoas é que, de início, se nem todos os casamentos estão em crise, todos os casamentos, até mesmo entre os cristãos, passam por crises.

Entretanto, como este assunto é muito vasto, para ser discutido num simples post, quero concentrar-me aqui a um certo tipo de crise conjugal que a realidade tem ensinado ser muito freqüente e, por isso, a minha preocupação com ela.

Refiro-me aquele casamento que consiste na união de um homem e de uma mulher que se apaixonaram e se casaram muito jovens.

É muito comum uma relação de namoro ter começado ainda na adolescência, quando o rapaz tinha, digamos, 18 anos de idade; e a garota, 15.

Essa é uma fase na qual sobra amor romântico, mas falta experiência de vida. Esses dois fatores, combinados, por vezes precipitam, após dois ou três anos de namoro, um casamento que se concretiza cedo demais, na vida.

No exemplo em questão, o noivo teria 21 anos e a noiva apenas 18, uma época da vida em que: ainda não existe plena maturidade de ambos, falta experiência de namoro com outras pessoas e a questão de prosseguimento nos estudos ou na carreira torna-se secundária, mais difícil ou completamente esquecida.

Nesses casos, é também muito comum uma gravidez precoce, que acrescentará uma carga muito grande com todos os cuidados da maternidade/paternidade muito cedo, na vida.

E como "a vida trata a gente como a gente trata a vida"; ainda que exista muito amor, as demandas e responsabilidades que os cônjuges têm de assumir com o passar dos anos acaba levando a um desgaste natural na relação.

Ela pode se tornar morna, monótona, fastidiosa, na melhor das hipóteses; ou belicosa, repleta de discussões e carregada de mágoas, na pior delas.

O resultado costuma ser a inviabilização da relação e a separação, através do divórcio, uma década ou pouco mais, após o casamento.

Por que razão escrevo isso?

Em primeiro lugar, para alertar pessoas que vivenciam esta situação a procurarem um conselheiro matrimonial, pois, com boa vontade, o "primeiro amor" pode ser resgatado e, em assim sendo, o casamento não precisa terminar.

Com o amor renovado e a experiência de vida acumulada, o casamento pode, de fato, durar a vida inteira, com felicidade real.

Em segundo lugar, para alertar os jovens namorados e seus pais que, nos dias de hoje, principalmente, não é aconselhável um casamento antes dos 25-29 anos para a mulher; e antes dos 27-32 anos, para o homem.

Nessa faixa de idade, ambos terão mais experiência de vida, já deverão estar formados na carreira escolhida e terão maturidade muito maior para realizar escolhas.

Isso diminuirá significativamente a chance de um divórcio doloroso, no futuro.

Tony Ayres

20 novembro, 2008

A CRISE DOS 40 ANOS

Este artigo é, ao mesmo tempo, uma constatação e um alerta.

Quem de nós já não se surpreendeu
, ao tomar conhecimento de que um casal bem afinado, sempre alegre e jovial, de repente se separa, lá pela casa dos 40 anos de idade, às vezes, aparentemente, sem qualquer motivo que justifique atitude tão radical?


Infelizmente, a nossa cultura
não criou nenhuma escola que prepare o ser humano para a segunda metade da vida, assim como criou as que o preparam para a primeira.


É, na realidade, de improviso, que o homem e a mulher se dão conta de que já são "quarentões" e de que é impossível viver a tarde da existência (maturidade) de acordo com os mesmos programas que viveram a manhã (juventude).

É nessa fase (normalmente entre os 40 e 45 anos de idade)
que o homem e a mulher fazem um balanço da própria vida e nesse balanço chegam à conclusão de que, apesar das numerosas conquistas familiares, sociais e profissionais; muito daquilo que poderiam ter vivido, permanece irrealizado. Isso faz parte da experiência humana e atinge pessoas de todos os tipos de formação.


Ocorrem, então, verdadeiros terremotos interiores:
depressões, incertezas, medo do futuro, insatisfação com o presente, vontade de mudança, falta de perspectiva, terror da velhice, desejo inconsciente de retorno à juventude; o que leva o indivíduo a vivenciar, em muitos casos, aquilo que chamamos de "segunda adolescência". Aqui, começa a advertência a que nos referimos, no princípio.


Nesse período é que mais comumente
ocorrem as separações, mudanças bruscas de profissões, procura de um novo estilo de vida, verdadeiras guinadas de 360º! O aconselhamento ou o acompanhamento psicoterápico poderia ajudar muito, nesses momentos!


Isso por que
, apesar do tsunâmi representado pela crise dos quarenta anos, a crise passa, assim como passaram as da primeira adolescência!


Normalmente ocorre, então, uma calmaria, uma profunda
modificação da alma; o caráter infantil que se interpôs no meio do caminho da existência vai desaparecendo, o homem e a mulher vão gradualmente retornando ao seu eixo.


Equilibrados, mais amenos
, mais dóceis, mais "escolados" pela vida, estão mais maduros agora, para enfrentar os anos de maturidade por vir.


No entanto, por falta de instrução adequada
, de aconselhamento sábio (como já dissemos), muitos deixaram-se levar pela "crise dos 40 anos" e agora sofrem conseqüências, as mais diversas: sentimentos de culpa, incerteza, ambigüidade, incoerência, arrependimento, etc.


Se esse for o seu caso, nosso propósito
é animá-lo para que deixe toda negatividade de lado. Ainda que você esteja descasado(a), por ter-lhe faltado sabedoria ou discernimento, próprios da chamada "crise dos 40 anos", sua vida não está perdida e o Criador tem a maravilhosa bondade em transformar nossas experiências de erro e fracasso (desde que reconhecidos) em esplêndidas experiências de felicidade!


Abra-se para uma experiência nova
e madura num novo relacionamento.


Aproveite suas lições do passado
. Lembre-se do que a Bíblia fala: "... Eis que faço novas todas as coisas..."

Toni Ayres