A nova realidade que a chegada dos tempos pós-modernos desenhou, trouxe consigo novas tecnologias, novos avanços na medicina, novas descobertas científicas, novos métodos de trabalho e, como resultado disso, uma nova mentalidade ou, em outras palavras, uma nova forma de se enxergar o mundo e a existência humana.
Uma consequência natural desse estado de coisas tem sido o aumento gradual, mais sempre contínuo, do nível de consciência crítica das pessoas, que tem se tornado cada vez mais sólidas, em suas preferências; e muito menos susceptíveis à manipulações.
Os cristãos evangélicos não têm ficado de fora, absolutamente, dessas mudanças culturais. Nem permanecido inocentes, crédulos ou desprovidos do discernimento humano (porque o espiritual, sempre tiveram) do qual, tradicionalmente careciam.
Os tempos pós-modernos têm aberto seus entendimentos e suas percepções para fatos que, anteriormente, não conseguiam enxergar, mas que agora vêem claramente; uma vez que (está provado), ninguém passa incólume, pelas novas tecnologias.
Uma prova disso é a própria criação da UBE (União dos Blogueiros Evangélicos), cujo objetivo primordial é evangelizar por meio da blogosfera,mas que, surpreendentemente, têm demonstrado que, tanto os cristãos eruditos, como os muitos simples, estão familiarizados com o uso do computador.
EM QUE ESSAS MUDANÇAS PODEM AFETAR A IGREJA?
Como referido acima, essas mudanças trouxeram para os cristãos evangélicos, uma nova consciência crítica.
Delineia-se, agora, uma nova realidade sem volta.
Pode-se referir, metaforicamente, a ela, com as palavras bíblicas do ex-cego de nascença: "eu era cego e agora vejo".
Os crentes começaram a descobrir que não desejam mais ser massa de manobras, currais eleitorais ou moedas políticas; papéis que, antes, ainda na "ignorância crédula", inconscientemente, protagonizavam, garantindo, com isso, as benesses de uma elite evangélica privilegiada.
CONCLUSÃO
A conclusão a que chegamos, observando o momento histórico em que vivemos, é que; se, por um lado, a pós-modernidade, negativamente, trouxe um certo arrefecimento no grau de espiritualidade dos cristãos; por outro, positivamente, proporcionou-lhes um grande benefício.
Esse benefício fez com que "caíssem as escamas de seus olhos" e que descobrissem que não desejam mais prestar-se ao papel de "inocentes úteis", patrocinando a perpetuação de dinastias evangélicas.
Está se aproximando a hora de a Igreja viver apenas a Palavra, pelo poder e autoridade da Palavra e nada mais do que a Palavra.
Para o bem do rebanho de Cristo, farto de ambições de homens que desejam concentrar nas mãos apenas o poder político e de manipulação dos pequeninos; as dinastias e os "vaticanos evangélicos" estão chegando ao fim.
"...Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;
Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos"( Mc.10.42-44).
Soli Deo gloria
Tony Ayres