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20 outubro, 2009

Feridos Em Nome de Deus

livroferidos Não tenho procuração, interesse financeiro ou desejo de promover a Editora Mundo Cristão; tampouco sou seu funcionário ou tenho qualquer vínculo com ela.

Mas tive com essa editora a experiência pela qual todo escritor passa, quando se vê frente a frente com um novo título sobre o qual ele diz: “Esse é o livro que eu gostaria de ter escrito”.

Isso aconteceu comigo, quando deparei-me com o livro “Ferido em nome de Deus”, de autoria da jornalista Marília de Camargo César.

A obra empogou-me tanto, que não resisti em colocar a sinopse do livro, retirada do site da editora, aqui no meu blog. Ei-la:

“Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmandos de lideranças despreparadas.

Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.

Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.

É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro. Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.


Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.”

Evidentemente fico feliz por Marília ter tido a coragem de abordar tão francamente essa questão que, para mim, tem sempre sido inquietante. Acredito que o livro venderá muito, pois, muitos também têm sido os feridos, abusados e manipulados por líderes ególatras, em nome de Deus.

Já há algum tempo, editores da blogosfera cristã têm se ocupado em denunciar esses abusos. Agora, as editoras cristãs começam a ter coragem também de publicar livros que não agradam a cúpula.

Minha fé e minha esperança é a de que, muito breve, o novo tipo de liderança, preconizado por Marília, aliada ao crescente amadurecimento dos membros das diversas denominações faça com que os “caciques evangélicos” sejam substituídos por gente boa e sábia. Daquela bondade e sabedoria que só podem ser obtidas, a partir da simplicidade de Jesus.

Como disse Salomão, “tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do sol”.

Soli Deo Gloria

Tony Ayres

Observação: Na foto, a autora do livro