Mostrando postagens com marcador riquezas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador riquezas. Mostrar todas as postagens

04 junho, 2009

LEITURA PARA QUEM QUER SER RICO

A maturidade do ser humano é essencial para a sua compreensão da vida. Por não entenderem isso, muitas pessoas pensam que são felizes, quando, na verdade, o que sentem, é um arremedo de felicidade.

Apenas um exemplo, para esclarecer: Você já notou como é a vida de indivíduos que vivem apenas para ganhar e juntar dinheiro?

Geralmente são pessoas muito ambiciosas, querem estar sempre "subindo", procuram levar vantagem em tudo; algumas vezes, não são nada éticas, querem ter status social elevado, influência política, visibilidade, fama, poder, etc, etc.

Essas pessoas, muitas vezes, são realmente bem sucedidas. Conseguem juntar verdadeiras fortunas, tornam-se milionárias. Mas, a preço de quê?

Geralmente à custa de muito estresse, de hipertensão arterial, de doença coronariana, por um lado.

Por outro, o preço é não terem visto os filhos crescerem, de perderem o romantismo muito cedo na vida, de nunca terem notado a beleza de um nascer ou de um pôr do sol, de jamais terem se preocupado em olhar para as estrelas, para o crescer das flores, para a flagrância de um jardim.

Tampouco nunca repararam no canto dos pássaros, no barulho das ondas do mar, no prateado de uma noite enluarada e, pasmem; também jamais sentiram a alegria de vestir um descamisado, de dar comida à uma criança faminta e de ter amigos de verdade.

Envelhecem imaginando que a vida é eterna. E quando, afinal, descobrem que estão velhas e que a morte se aproxima, começam a sentir pena de si mesmas, por se sentirem injustiçadas em terem que partir e deixar para outros usufruírem o império que construíram.

Nesse momento crucial da vida, muito tarde, infelizmente, é que percebem que não viveram. Quiseram ter tudo e têm a consciência de que perderam tudo. Não souberam valorizar na existência, o que realmente tem valor.

Reflita sobre isso!

"Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram
da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tim 6. 7-10).

"Quem ama a sua vida perdê -la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna"(Jo 12.25).

Tony Ayres

28 maio, 2009

DE QUEM É A CULPA?

_42789159_couple_science203Abri a porta do consultório e dei as boas vindas ao casal. Cumprimentaram-me friamente, um tanto constrangidos. Eram bem jovens, os dois, mas eu podia perceber pelo olhar e pelo semblante, que estavam tensos e haviam discutido, no trajeto.

O tanto quando pude, procurei colocá-los à vontade. Aos poucos, fui tomando conhecimento da triste história.Haviam sido muito ricos e vivido com todo o conforto que se pode imaginar. Mas perderam tudo e agora lutavam, desesperadamente, para sobreviver.

À medida que a sessão prosseguia, fui percebendo a dinâmica na qual funcionavam. Era uma dinâmica que se manifestava através do tão humano e tão conhecido mecanismo da troca de acusações.

Ele a culpava por tudo. Dizia-lhe que fora induzido por suas solicitações a investir toda a sua fortuna num mal negócio que ela insistira ser o melhor de suas vidas. O lucro prometido parecia ser imenso.

Ela, exasperada, não aceitava a acusação. Retrucava, veementemente que o responsável havia sido a corretora da bolsa, que lhe enganara com uma falsa indicação. Ela apenas seguiu os conselhos dela. Mas em nenhum momento havia deixado o marido fora disso.

Enquanto eles trocavam farpas, durante todo o tempo em que as acusações eram feitas, eu olhava-os com pena e não podia conter a minha compaixão. Tão jovens ainda. Tão bonitos também.

Mas, incrivelmente, imaturos. Como poderia ajudá-los, sem não eram capazes de assumir a responsabilidade pelos erros que, claramente, tinham tido participação os dois?

"Foi você que comeu aquela fruta e causou a nossa miséria" – dizia ele. "Mas você também provou dela, lembra-se disso?" – respondia ela, entre irônica e irritada.

"Foi sua culpa, Eva, admita logo!" – ele se exasperava.

"A culpa foi daquela serpente que você permitiu entrar em nosso Jardim, Adão" – redargüia ela, com veemência.

"E por causa dela e de sua falta de cuidado para comigo, perdemos tudo. Você não compreende que fui induzida em tudo?" – ela lamentava, já sem conseguir segurar o pranto.

Não, querido leitor ou leitora que me acompanharam até aqui. Eu jamais aconselhei Adão e Eva, como dei a entender, pela história acima. Ela apenas ilustrou o que se passou, perante Deus, lá no Jardim do Éden, com os nossos primeiros pais.

Coloquei-a aqui para demonstra que ainda hoje ela se repete e é por demais conhecida por todos os terapeutas e conselheiros matrimoniais.

E como no início, suas consequências continuam avassaladoras, se não houver um reconhecimento dos erros, um genuíno e mútuo pedido de perdão.

O reconhecimento dos erros, a aceitação das própria fragilidades, o pedir e o liberar perdão produzem aceitação, crescimento e maturidade emocional.

Quando isso acontece, a relação torna-se terna e compreensiva; a educação dos filhos, a dinâmica do lar, o trabalho, os negócios, os estudos; tudo isso passa por um "upgrade" abençoador.

Procure lembrar-se disso, antes de apontar o dedo, a próxima vez. É muito fácil colocar alguém na "cadeira dos réus", com acusações.

Mas, embora difícil, é um gesto muito nobre, que produz bênçãos maravilhosas, trocar de papéis e sentar-se, espontaneamente, lá.

Que a luz de Cristo ilumine nossas mentes e corações!

Tony Ayres