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10 maio, 2010

O PERIGO DA LEITURA SEM DISCERNIMENTO

livros para comer Adquirir o hábito da leitura é uma das maiores riquezas que uma pessoa pode decidir ter na vida. Os livros são os tesouros que descortinam o mundo para o homem, tornam-no sábio, ensinam-lhe a prudência, o equilíbrio e, principalmente, a modéstia - a virtude que sempre acompanha a verdadeira sabedoria.

No entanto, nisso tudo existe um perigo que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais próximo e feito cada vez mais vítimas.

Falamos da leitura, sem o necessário discernimento.

Na verdade, atrás de toda retórica existe uma ideologia, o que significa que, por trás de toda mensagem escrita existe (claramente, ou nas entrelinhas) um objetivo do escritor.

Em outras palavras, a leitura jamais pode ser simplesmente "deglutida", sem que o leitor a submeta a um filtro crítico que deve ser a sua salvaguarda. Do contrário, irá "ingerir" e "digerir" muita coisa que não presta e, o que é pior, irá assimilar o que não deseja.

Mas por que razão escrevo isso?

Porque tenho percebido  que a teologia "liberal" que alguns procuraram estudar roubou-lhes o discernimento e a capacidade de separar o joio do trigo (em se tratando de literatura). Da leitura dos teólogos liberais para a leitura de Nietzsche, Marx e Sartre, entre tantos outros, foi apenas um passo.

Evidentemente, nada tenho de pessoal contra esses escritores. Afinal, eu mesmo, os leio e alguns deles fazem parte de minha pequena biblioteca. O que me entristece é que esses autores têm sido lido e assimilados, sem o filtro crítico a que me referi.

O resultado foi a produção de um tipo de cristão que não crê mais na inspiração da Palavra, na deidade de Jesus e na existência da vida eterna. Compraram a ideologia ateísta e perderam a fé.

Fizeram como o sacerdote que foi enviado para converter um corretor de seguros, enfermo na cama.

O sacerdote não conseguiu converter o corretor, mas, em compensação, voltou para casa com uma boa apólice de seguro.

Não desejo estender-me mais sobre o assunto neste post, mas espero, sinceramente, que os que o lerem, considerem o que aqui foi exposto.

Tony Ayres