Estamos vivendo dias nos quais houve um amplo renascimento do que era defendido pelo antigo filósofo grego, Protágoras, e que se resume nestas palavras: "O homem é a medida de todas as coisas", afirmação essa que está longe de ser considerada cristã, uma vez que reflete um humanismo no qual não existe lugar para Deus ou para a fé.
Apesar disso, e a despeito de todo cristão verdadeiro ter a consciência de que Deus, e não o homem, é que é a medida de todas as coisas, essa espécie de humanismo infiltrou-se nas mentes dos cristãos pós-modernos, fazendo deles instrumentos de uma espécie de fé ateísta (veja o paradoxo), que se traduz por atitudes, como as enumeradas a seguir:
1. A imagem de um Deus que é nada mais do que a projeção subjetiva das idéias e pensamentos de cada um.
2. A crença em um Cristo, não mais visto como Filho de Deus, mas "um filho de Deus", desprovido de qualquer deidade.
3. A concepção de uma Bíblia que deixou de ser a Revelação de Deus para a humanidade e passou a ser vista apenas como um livros de lendas judaicas.
Diante dessa realidade (que, felizmente não afeta os cristãos verdadeiramente transformados, que já lutaram com Deus como Jacó no vau de Jaboque), só temos que pedir graça e misericórdia para os contaminados por esse humanismo que rouba a glória de Deus e enaltece a criatura, ao invés do Criador.
Essa atitude arrogante só pode ser lamentada, pois escancara, para quem quiser ver, uma mente repleta de orgulho. O mesmo velho orgulho que precipitou Lúcifer desde os céus; que provocou a confusão de línguas, na torre de Babel; que enlouqueceu o empertigado rei Nabucodonozor; e que causou a morte de Herodes, comido de bichos.
Honestamente, não posso achar melhores palavras para encerrar este post, do que as do apóstolo Paulo: "...sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso...(Rom. 3.4).
Tony Ayres