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05 julho, 2010

Meu Marido Me Trata Como Irmã

 

mulher-triste-436 “Tenho 43 anos e vivo com meu ex marido,por ter me traido, pedi a separaçao e ele concordou, apos 8 meses voltou pra casa e nao para mim.A nossa convivencia é razoavel, porem ele nao quer casar e jamais quis filhos comigo, alegando que já tem 2 do primeiro casamento e eu tenho uma.Ele me trata como sua irma ou mae, menos como mulher,cansei de orar, de conversar e quero que ele vá embora. Estou errada?”

Anônima

RESPOSTA

Prezada Anônima

Sua situação é muito parecida com outras que conheço. Você é uma mulher ainda jovem, com uma decepção muito forte não curada e com o coração anelando por felicidade, o que é perfeitamente compreensível e legítimo.

Alguns homens “apaixonam-se” por outra mulher, saem de casa e, após algum tempo, descobrem que as refeições na hora certa, a roupa lavada e passada e a segurança de um teto conhecido não se encontra com qualquer uma nem em qualquer lugar. Então “decidem” voltar para casa porque isso lhes é conveniente.

Algumas vezes, há um arrependimento genuíno e eles passam a valorizar mais a esposa.

Em outros, infelizmente, a casa fica sendo apenas uma pensão. Não dão mais importância à antiga companheira, têm o coração fora do lar, evitam assumir responsabilidades, não cumprem com suas obrigações de marido e pai. Ficam porque lhes é vantajoso e cômodo; apenas isso.

Como seria dispensável de dizer, quem vive o problema real é você.

Portanto, somente você pode avaliar com justeza qual situação se aplica a seu companheiro.

O ideal é que haja sempre a compreensão, o perdão, o reconhecimento e uma atitude de mudança.

Se isso não for possível, sem dúvida, você não está errada em procurar honestamente a felicidade.

Boa sorte!

Antônio

15 fevereiro, 2009

CONSELHOS DE UM TERAPEUTA PARA AS MULHERES

ViolnciaDomestica Achei importante abordar este tópico porque chego a assustar-me com o número de maridos que submetem, erroneamente, suas mulheres, evocando para isso o texto de Efésios, 5; bem como espanto-me também, com o número de esposas que aceitam uma submissão exagerada, a fim de "cumprir" o ensinado no referido texto.

Há mulheres que abrem mão de suas amizades, de sua profissão, de sua carreira profissional, de seus estudos, de seus "hobbyes" para, supostamente, agradar o marido e "investir no casamento", acreditando estarem, com isso, agindo biblicamente; quando na realidade estão abrindo mão de suas próprias existências, enquanto pessoas completas.

A mulher que abandona uma carreira ou seus estudos para se dedicar a um homem está, literalmente, colocando o seu destino nas mãos dele. Ora, é óbvio que ninguém deve fazer isso e nem depender de ninguém. O destino de cada um pertence a si mesmo e, em última instância, a Deus.

Uma carreira é para toda a vida. Um homem, infelizmente, nem sempre. Portanto, a mulher profissional é respeitada, não apenas por sua independência financeira, mas também por sua independência intelectual. Ela precisa ter a sua própria individualidade, sabe por quê?

Porque o egoísmo de muitos homens é que os fazem reivindicar prioridade total no âmbito de tudo aquilo que suas esposas poderiam fazer. Mas, você pensa que algum homem amará mais sua mulher por causa dessa "predileção" que exige dela?

Ao contrário. Ele pode até cortejá-la até que esteja lutando pelo troféu de primeiro lugar em seu coração. Uma vez que você ceda, ele descansa. Não precisa lutar mais por nada. Você já "é dele".

Portanto, por mais paradoxal que isso possa lhe parecer, fique certa de que ele a desejaria muito mais por sua independência do que por sua submissão.

A mulher que for capaz de manter um homem a vida inteira lutando para conquistá-la (apesar de tê-la) será feliz no amor a vida inteira. Mas isso somente acontecerá se ela for livre para ter sua própria independência, personalidade e individualidade. Ninguém deve viver em função de outra pessoa. E isso está nos limites de Efésios, 5.

Num relacionamento onde os elos de ligação tornam-se prisões, não há espaço para o verdadeiro amor, livre, espontâneo, descontraído.

E o homem que verdadeiramente ama sua mulher, entende essa realidade e não permite que o seu casamento seja uma prisão onde exista uma escrava e um senhor.

Toni Ayres