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16 dezembro, 2008

MADONNA E ROLLING STONES, CONVÉM ASSISTI-LOS?

250px-Madonna_3_by_David_Shankbone-2 No momento em que escrevo este post, a cidadã norte-americana Madonna Louise Veronica Ciccone, mais conhecida como a pop-star Madonna, nascida no dia 16 de agosto de 1958, na cidade de Bay City, estado de Michigan, apresenta seu show no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Achei o instante propício para uma reflexão sobre a nossa atitude, enquanto cristãos e a visão de mundo que desenvolvemos.

Há cristãos que imaginam que a música e as artes em geral devem sempre estar associadas à pregação, ao evangelismo ou qualquer outro objetivo, desde que este seja espiritual.

Aliás, é o nosso costume espiritualizar tudo, principalmente os talentos de um novo convertido de forma a dicotomizarmos tudo na fórmula: sagrado versus secular.

Se um novo convertido tem o dom da música, ele deve tornar-se um músico evangélico; se ele tem talento para a pintura, será encarregado da elaboração do quadro de avisos da igreja ou da nova decoração do batistério.

Essa visão de mundo infantilizada tem produzido uma cisão, não mais entre o sagrado e o profano; mas entre o evangélico e o mundano, a tal ponto que, se Jesus voltasse à terra hoje, dificilmente seria recebido como membro em alguma denominação, visto que convivia com os "pecadores" e condenava os "religiosos de sua época.

A nossa ótica sobre essa questão chega a ser tão limitada que, apenas para dar um exemplo, este blog não seria lido por muitas pessoas se em seu título não constasse a palavra "cristão", ao lado da palavra "psicoterapeuta".

Evidentemente, não irei responder à pergunta se devemos ou podemos assistir aos shows de Madonna ou dos Rolling Stones. Não porque não tenha opinião formada a respeito e sim porque pretendo levar a sério a afirmação do apóstolo Paulo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm".

O que posso afirmar é que não há nada de não-espiritual em apreciar um concerto secular por simples prazer. Mas devemos ser rigorosamente criteriosos em relação à música sacra.

Por que razão?

Porque ela foi feita para adorar a Deus!

Infelizmente, porém, a maior parte de nós ainda se preocupa mais com as palavras rasteiras que às vezes aparecem nas músicas de Madonna ou dos Rolling Stones do que com a falta de reverência no culto a Deus.

Creio que devemos estar atentos a essa questão. Honestamente falando, às vezes é melhor preocuparmo-nos mais com as letras das músicas de determinados compositores e cantores gospel do que com as músicas de Adriana Calcanhoto e de Ana Carolina, por exemplo.

Toni Ayres