O Blog O PSICANALISTA E A RELIGIÃO é o novo nome deste site, que tratará, a partir deste mês (fevereiro de 2017) de assuntos relacionados ao assim denominado "CONFLITO RELIGIOSO", visto ser este fenômeno, crescentemente preponderante, como um transtorno, entre pessoas religiosas, em especial, as cristãs.
09 fevereiro, 2017
MUDAMOS O NOME DO BLOG
O homem, enquanto ser social, é também um produto de sua era, de seu tempo, de sua civilização. Tudo em sua vida, assim como tudo na natureza, tem seu ciclo, sua função e sua duração. Nada é e nem poderia ser estático na vida do ser humano. A tendência é mudar sempre, crescer, aprimorar, evoluir.
Percebemos que, nos últimos e recentes anos, a natureza dos problemas enfrentados pelas pessoas que professam a fé cristã (e mesmo as de outras crenças), têm, mesmo que seja lá nas profundezas da sombra ou do inconsciente, uma matiz que envolve conflitos de ordem religiosa. Em outras palavras: muitas pessoas estão tendo diferentes tipos de conflitos de fé, que aqui chamaremos de "conflitos religiosos",
Evidente que, em função disso, este blog, antes conhecido como "Psicoterapeuta Cristão", também precisou mudar a fim de adequar-se a esses novos e bastante espinhosos dias. Assim, decidimos mudar o seu título para "O PSICANALISTA E A RELIGIÃO", a fim de podermos alargar um pouco mais, as fronteiras de nossas reflexões, procurando também dar a elas, um caráter mais aprofundado e mais coerente com a visão, ou, se preferirem, as visões (ou cosmovisões) que a Psicanálise pode oferecer sobre o tema.
Esperamos contar com sensatez de nossos leitores de diferentes partes do mundo (que deste o início têm nos prestigiado) para que reflitam sobre a natureza desta adequação; ao mesmo tempo em que firmamos o nosso compromisso de procurar seguir ajudando as pessoas que enfrentam questões menores ou até de natureza existencial nesta área.
12 abril, 2010
O QUE PRETENDEU NIETZCHE DIZER COM A EXPRESSÃO “DEUS ESTA MORTO”?
Pretendemos, através deste post, esclarecer o sentido da expressão cunhada pelo filósofo F. Nietzsche (1844-1900), “Deus está morto”.
Quando Nietzsche fala, através do personagem de seu livro mais famoso, Zaratustra, que “Deus está morto”, a expressão não deve ser considerada literalmente.
O que Niestzsche pretendia dizer com essa expressão é que a religião tornara-se niilista, isto é, sem nenhum significado, uma vez que se deturpara e, por essa razão, não se prestava mais para elevar o ser humano; e sim, era usada para distanciá-lo de seu crescimento como pessoa.
Em seu tempo, guiada por líderes religiosos considerados pouco éticos, a fé religiosa transformara-se apenas em ressentimento, visto que, com o objetivo de satisfazer à sede de poder de seus líderes, era por eles manipulada, através de uma intensa repressão sexual.
O homem havia se mecanizado pelas novas tecnologias a tal ponto que podia ser confundido como uma engrenagem a mais das máquinas que faziam a revolução industrial.
Por outro lado, essas novas tecnologias despertavam nele apenas o desejo de acúmulo de dinheiro para a vivência de uma existência fútil e sem significado.
A religião tornara-se, então, vazia, utilitarista e dogmática, nada podendo acrescentar à vida desprovida de significação.
Quando Nietzsche utilizou, então, a expressão “Deus está morto”, embora usasse de extrema e ácida ironia, na verdade, ele desejava chamar drasticamente a atenção, para a vacuidade da fé nas pessoas que ele considerou terem o “sentimento de rebanho”.
Creio que o que dissemos, acima, lança um pouco de luz sobre a questão, além de, quem sabe, poder desfazer certos “mal-entendidos”, que, na verdade, chegam a ser manipuladores.
E, mostrar também, que desde a época do filósofo, as coisas não mudaram muito…
Tony Ayres
