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07 junho, 2010

SAIBA SE VOCÊ SOFRE DE DISTIMIA

DISTIMIA A distimia caracteriza o indivíduo que possui uma tristeza ou um  mau humor constantes. De uma forma mais clara, os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas em geral, sempre presentes.

Pelos padrões psiquiátricos americanos são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor, com mais frequência, é irritável ao invés de depressivo.

Para se fazer o diagnóstico diferencial  da distimia é necessário  excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania (estado leve de exaltação do humor), assim como a depressão maior.

Causas externas podem também anular o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos.

Além disso, para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes, afora os  sentimentos de tristeza prolongados precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:

  • Falta de apetite ou apetite em excesso
  • Insônia ou hipersonia
  • Falta de energia ou fadiga
  • Baixa da auto-estima
  • Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
  • Sentimento de falta de esperança

Outras Características

Estudos têm demonstrado que os sentimentos de inadequação e de desconforto são  muito comuns, a generalizada perda de prazer (anedonia) ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes.

Os pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, contudo não são capazes de se controlar. Usualmente os parentes exigem deles uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, a não ser com o uso de medicação adequada.

A irritabilidade contudo e impaciência são sintomas muito comuns e incomodam ao próprio paciente. A capacidade laborativa fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e também da psicomotricidade.

O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura o psiquiatra.

Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.

Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.

Tratamento
Embora o tratamento com antidepressivos tricíclicos nunca se mostrarasse satisfatório, as novas gerações de antidepressivos (ISRS’s), no entanto, vem apresentando melhores resultados no uso prolongado. Também, antipressivos atípicos são uma boa perspesctiva.

Usa-se, atualmente, a fluoxetina, a paroxetina, a sertralina e a mirtazapina.

Antônio T. Ayres

01 maio, 2009

GRIPE SUÍNA E TOC (TRANSTORNO OBSSESSIVO- COMPULSIVO)

toc-lavando-mao-280108 O episódio da gripe suína, que tem abalado a vida de milhões de pessoas no México e que assusta outras tantas no mundo inteiro, tem sido mostrado repetidamente pela televisão brasileira.

Não há dúvida de que a informação é a melhor forma de prevenção, principalmente no caso de uma doença grave e ainda pouco conhecida como essa.

Mas, o excesso de ênfase acaba por produzir um medo desnecessário, haja vista que, até o momento em que escrevo este post, há apenas algumas dezenas de casos confirmados.

Diante das cenas mostradas, de cidadãos mexicanos usando máscaras cirúrgicas para se deslocarem pelas ruas ou para se utilizarem de transportes públicos, como ônibus e metrô, não pude deixar de fazer uma associação com o TOC (Transtorno Obssessivo-Compulsivo), que é, na verdade, o assunto deste meu post.

O TOC, sem nenhuma dúvida, é uma das mais complexas psicopatologias entre os chamados Transtornos de Ansiedade; uma doença que continua a intrigar os médicos do mundo todo.

Ele provoca um sofrimento intenso para a pessoa que dele é vítima e acomete 4% da população mundial. O portador de TOC sofre sozinho, uma vez que, via de regra, tenta esconder seu problema da família e dos amigos.

COMO SABER SE VOCÊ É PORTADOR DE TOC?

Para saber a resposta, responda para si mesmo(a) as perguntas que se seguem:

  1. Você possui alguma mania que lhe provoca um grande desconforto?
  2. Se você ficasse livre dessa mania, sua vida ficaria muito melhor?
  3. Você se preocupa exageradamente com limpeza e organização, perdendo, como isso, muito tempo?
  4. Você lava as mãos muitas vezes, durante o dia, ou toma banho dezenas de vezes?
  5. Você possui um medo exagerado de contaminação?
  6. Você não sai de casa, algumas vezes, por temer alguma catástrofe?
  7. Você confere dezenas de vezes se a porta está fechada à chave ou se o botão do gás está desligado?
  8. Você costuma ter medo de manter objetos cortantes por perto, com medo de se machucar ou de matar alguém?
  9. Você não usa determinada cor de roupa, temendo que ela lhe trará alguma consequência ruim?
  10. Você costuma seguir certos "rituais", como contar o número dos degraus das escadas ou os quadradinhos dos ladrilhos das calçadas?

Se você respondeu SIM a algumas dessas perguntas, pode estar sofrendo de TOC (Transtorno Obssessivo-Compulsivo) e precisa de ajuda especializada.

Nesse caso, procure, sem demora, um médico psiquiatra, que lhe prescreverá a medicação adequada e, o mais importante, eficaz, para o tratamento do TOC.

Os medicamentos existentes, associados à uma terapia na linha comportamental-cognitiva, sem dúvida, devolverão a você (ou a uma pessoa que você conhece, com esse problema) uma vida nova, alegre e feliz.

As pessoas com medo da gripe suína, no México, vivem, momentaneamente, o que os portadores de TOC vivem, permanentemente.

Por isso, se você se identificou com os sintomas aqui descritos, procure mesmo um médico psiquiatra. Ninguém merece viver infeliz, quando existe a oportunidade de ser feliz!

Toni Ayres