A Bíblia não nos informa que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro.
Essa foi uma data arbitrariamente escolhida pela pela Igreja Católica Romana. Como o Império Romano prevaleceu por séculos sobre o mundo cristão, a data tornou-se, então, uma tradição para toda a cristandade.
Porém, há uma razão para a escolha desse dia. Ele era um popular dia festivo de celebração do retorno do sol. Em 21 de Dezembro acontece o que chamamos de solstício de inverno (o dia mais curto e, por essa razão, um dia importante no calendário).
Na verdade, 25 de Dezembro era o primeiro dia em que os antigos podiam notar, com clareza, que os dias estavam se tornando maiores e que a luz do sol estava retornando.
Além disso, como ninguém sabe, com certeza, o dia do nascimento de Jesus, a Igreja Católica se sentiu livre para escolher essa data.
O intento da Igreja era substituir um festival pagão existente, por um dia santo cristão.
Segundo o raciocínio de Roma, seria mais fácil abolir um festival tradicionalmente mundano da população, substituindo-o por um bom festival. De outra forma, a Igreja permitiria a ocorrência de um vazio onde antes havia uma tradição de longa data; e se arriscaria, assim, a produzir descontentamento na população, o que poderia promover um rápido retorno à prática pagã.
ISSO É RAZÃO SUFICIENTE PARA NÃO SE COMEMORAR O NATAL?
Os cristãos evangélicos, em geral, sempre souberam que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. No entanto, a data para eles é tão somente simbólica.
Ora, se escolhemos datas simbólicas para comemorarmos o "Dia das Mães", o "Dias dos Pais", o "Dia do Trabalho" e tantos outros, por que razão cultivar uma estreiteza mental que considere pecado comemorar-se, simbolicamente, a vinda do Salvador ao mundo?
O nascimento de Jesus significa a Encarnação do Verbo - mensagem principal do Novo Testamento, evento que, com muito mais intensidade do que qualquer outro, deve ser festejado entre os homens.
Essa é a razão pela qual, comemoramos, simbolicamente, o Dia de Natal, no dia 25 de dezembro. Sem inquietações e sem falsos pudores teológicos.
Tony Ayres