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15 junho, 2010

As Pessoas Continuam A Se Casar

casamento1 O casamento, nos tempos modernos, está em crise. As estatísticas mostram um aumento assustador do número de divórcios. Há, entre os brasileiros, o conhecido jargão sobre esse rito de passagem: “Quem está dentro quer sair; quem está fora quer entrar”.

O mundo mudou tanto nas últimas décadas que, na atualidade, pouquíssimos casamentos chegam a durar 10 anos. Parece-nos que, a continuar como estão indo as coisas, em breve não se comemorará mais as bodas de prata.

Apesar de todos os problemas e responsabilidades que o casamento acarreta, no entanto, ninguém (ou quase ninguém) deseja ficar solteiro (a). Isso, sem dúvida, é positivo pois, sem família (com pai e mãe) as crianças não podem ser criadas emocionalmente saudáveis.

É preciso, portanto, que as pessoas sejam mais tolerantes, conscientizem-se de que uma relação a dois não pode ser vivida com eterna paixão, mas deve ser construída a cada dia de cada mês de cada ano.

E olha que os evangélicos precisam, mais do que os outros, aprender essa verdade. Nada adianta “vigiar e orar” se não se der a devida atenção ao cônjuge e à família.

Quando fez a Reforma Protestante, uma das coisas contra as quais Lutero se insurgiu foi contra considerar o casamento como um sacramento.

No entanto, a Igreja protestante considera o casamento civil como legítimo, também perante Deus.

Esperemos e contribuamos para que o casamento volte a ter o valor que merece ter. Somente dessa forma será também legítimo o desejo de querer casar.

Antônio Ayres

07 março, 2010

O Melhor Presente de Casamento

                                                                                   Um conto de: Tony Ayres

 

 

 

LasBodasDeCana Os raios prateados do luar invadem displicentemente a janela de um tosco, mas cuidadosamente arrumado quarto de uma casa simples construída em pedras, iguais a tantas outras da pequena cidade de Caná.


O vento fresco vindo do mar da Galiléia ameniza o calor do dia, que castiga e torna a tez trigueira nas mulheres e a pele mais dura e avermelhada nos homens.


É justamente um desses homens, ainda muito jovem na idade e já experimentado nos labores da vida que, dentro do quarto, contempla os raios do luar, que teimam em seduzir seus olhos, enquanto seu coração vagueia e seu espírito devaneia de maneira quase que irresistível.

A noite tem o condão de trazer consigo sonhos, que, nesta época da vida, além de serem belos, ainda que não isentos de preocupações, são vivenciados mais acordados do que dormindo.

A voz do coração sempre é mais forte do que a da razão, mormente quando o coração ama e uma preocupação teima em turvar o ânimo daquele que, mais do que nunca, deveria estar feliz.

O silêncio é completo e quando a sua música inaudível se faz presente, apenas o contemplar do luar e do brilho das fulgurantes estrelas da Palestina levam os pensamentos cativos à imagem da amada que, em algum lugar, não muito longe, dorme o sono das virgens prometidas.

O Rabi que há pouco chegara de Nazaré e de cuja fama se ouvia falar em toda a região às margens de Tiberíades e para além da Galiléia, na província da Judéia; já conhecida por gentios e pelo povo da terra ensinara que não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.

Caná não ficava sobre um monte, mas essas noites enluaradas cujos raios prateados penetravam cada pequena fresta faziam dela um espelho natural, impossível de não ser notado pelo natural ou pelo estrangeiro.

Benjamin – este era o nome do moço amante e amado – recostado em seu catre pensava sobre o grande passo que estava para dar. Seu sono havia ido embora, mas não por inquietações perversas, que trazem dor ao coração e infelicitam a alma.

Sua vigília era provocada por outra sorte de inquietude: aquela que somente o coração dos amantes tem o privilégio de conhecer. Não dormia por puro prazer em imaginar o sono da noiva, e tal sentimento ele o trocava de bom grado por uma noite insone, ainda que suas mãos calejadas tivessem que albardar os camelos nas primeiras horas da madrugada.

Pensava no meigo sorriso da doce Ester dormindo em sua magnífica recâmara.  Imaginava os cachos dourados de seus cabelos acalentando seus seios virginais, cobertos pela alva seda dos lençóis. Com certeza os sonhos da jovem seriam para ele, sabidamente, o único amor de sua vida.
Mas...seu pensamento tornava ao novo Rabi, que curava os enfermos e dava pão aos pobres.

Benjamin dividia o seu coração entre a felicidade de pensar em Ester e em considerar como seria esse Rabi tão desejado. Imaginava-o um homem bondoso e compassivo; pois que outra razão senão essas qualidades poderiam mover um Sábio tão afamado a fazer de pescadores seus mais íntimos amigos?

Entregue a essas reflexões, as fibras que teciam a rede na qual trabalhava feriam-lhe as mãos, sem que nem mesmo sentisse.
De repente, um pensamento, como um raio, atravessou-lhe a mente: Suas bodas com Ester estavam se aproximando; quem sabe por um desses milagres inexplicáveis, de que tanto ouvira seu pai lhe contar, o Rabi novo pudesse estar presente, tornando a festa a mais linda que Caná jamais presenciara?

Não havia ele próprio, e o pai, de viagem à Judéia, sido batizados por João Batista, o profeta do deserto, nas águas do Rio Jordão? E não havia ele ouvido da boca de João Batista, aquelas palavras que marcaram a sua vida indelevelmente?

“Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido”.

Ora, Ester estava para ser sua esposa e, pelo que sabia o novo  Rabi era jovem, quem sabe sete ou oito anos apenas mais velho do que ele. Enfim, exausto, dormiu com esse pensamento embalando seu coração: ele, o noivo feliz com a sua amada; Ester, a linda esposa que lhe estava destinada; e, alegrando-se em sua alegria, o novo Rabi, como o amigo do noivo, assim mesmo como João havia dito, às margens do Jordão, na Judéia.

De fato, seu coração adivinhava.

Alguns dias depois, o mais feliz de sua vida, finalmente o seu sonho se realizou. As rubras faces de Ester, iluminada por seus lindíssimos olhos azuis como pedacinhos do céu, os seus lábios rosados e trêmulos de felicidade; o seu talhe esbelto cuidadosamente ornado, enfim, Ester inteira, de corpo e alma era lhe entregue por esposa, na tão esperada noite das bodas.

E quando os serventes mostraram-se aflitos porque o vinho da festa se acabava, eis que surge o novo Rabi, como havia ele sonhado, e lhe dá o mais precioso dos presentes: O milagre da água agora transformada no melhor vinho que jamais existira.

05 fevereiro, 2010

Leitura Apenas Para Mulheres

“Estou com mais de trinta anos, já tive vários namorados e sempre comecei cada namoro esperançosa. Cheguei até a iniciar a construção de “nossa casa” com meu último ex-namorado, mas ele, assim como os outros, só aproveitou de mim. Estou decepcionada. Acho que não quero mais me casar” (Rosana, contabilista, 32 anos).

“Comecei a namorar aos 15 anos de idade. Namoramos oito anos, ficamos noivos e com data marcada para casar. Dias antes de nosso casamento, descobri que ele tinha outra. Estou arrasada e não confio mais nos homens.” (Helena, designer, 24 anos).

“Não faço mais orações. Apenas brigo com Deus. Namorei 4 anos a mesma pessoa, ajudei-a em seus projetos profissionais e afinal descobri que ele só se aproveitava de mim. Deixou-me por uma mulher mais nova, ameaçou-me e disse-me que apenas “aturou-me” esses 4 anos. Estou tomando antidepressivos e engordei muito. Estou desesperançada” (Regina, 38 anos, médica).

“Sou viúva e fiquei 12 anos sem ninguém. Após todo esse tempo, decidi que era hora de refazer minha vida ao lado de alguém. Entrei num site de relacionamentos na Internet e conheci o meu atual marido. Ele parecia muito bom, no começo. Tratava a mim e a minha filha muito bem. Mas essa situação durou menos de um ano. De repente, ele começou a beber e a bater em mim e em minha filha. Há alguns meses, foi embora de casa para morar com outra mulher. Não sei se rio ou se choro. Parece-me que a vida não tem sentido” (Elis, 47 anos, enfermeira).

Tenho 50 anos, cresci numa igreja evangélica muito rígida. Meu pai sempre foi muito exigente e nenhum de meus namorados servia para ele. Achava que eles não estavam “à minha altura”. Hoje já faz vários anos que meu pai morreu. Continuo solteira e virgem. Não sonho mais com a felicidade ao lado de alguém. Estou resignada. A vida não foi benevolente comigo” (Sandra, 50 anos, secretária).

Talvez a sua história seja parecida com a de uma dessas cinco mulheres. Talvez seja apenas levemente semelhante ou até completamente diferente. Mas, se você está lendo este post, sem dúvida é porque já vivenciou as mesmas decepções experimentadas por elas ou deseja se proteger do sofrimento amoroso, encontrando o parceiro ideal.

Não há dúvida de que poucas coisas nesta vida são capazes de trazer tanto sofrimento e desilusão como o trauma causado pela frustração com “aquela pessoa” que julgávamos especial, especialmente porque uma decepção amorosa produz feridas na área mais sensível do ser humano, que é a sua psiquê.

Afinal de contas, de que valem um bom trabalho, uma boa profissão, um ótimo salário, sucesso profissional e financeiro, aquisição de bens como casas e apartamentos...se não existir um parceiro amoroso para compartilhar?

Estas perguntas todas do parágrafo anterior têm, obviamente a sua razão de ser. Mas, alguns pontos devem ser ponderados, se você está mesmo disposta a ser feliz:

1. ENTENDA QUE TODO PRÍNCIPE SEMPRE TEM O SEU LADO SAPO

Muitas mulheres deixam de se casar porque imaginam que o "seu príncipe" será imutável. Isso é uma ilusão. As contingências inerentes da vida a dois, em muitos momentos serão motivos de discórdias e até de discussões.

É preciso ter maturidade para entender e vivenciar isso de uma forma inteligente. O importante é não deixar que ressentimentos corroam e destruam o relacionamento.

2. NÃO SEJA EXIGENTE DEMAIS

celine dion familyAlgumas mulheres, lá pela casa dos quarenta, lamentam estarem sozinhas, achando que "todos os homens são iguais" e que "não estão à altura". Muitas, com essas atitudes, perdem o bonde e a oportunidade de ser feliz.

O que, frequentemente acontece, nestes casos, é que elas são exigentes demais. Desdenham potenciais bons parceiros "porque são feios", "gordinhos", "carecas", "sem formação universitária", "inibidos demais", "sem estrutura financeira"; e uma série de outros argumentos semelhantes.

Seria prudente que se lembrassem de que a vida, nesta Terra, é uma só e de que "quem sempre quer escolher o ótimo acaba perdendo até o bom"

3. ELE É MUITO VELHO/NOVO PARA MIM

Sem dúvida, casar-se com uma pessoa com idade parelha seria o ideal. Mas isso não precisa ser, necessariamente, assim. Muitos casais, cujos parceiros sáo bem mais velhos ou bem mais novos são muito felizes assim.

A cantora canadense Celine Dion é um exemplo disso. Casou-se, ainda jovenzinha, com um homem muito mais velho do que ela e tornou-se conhecida, por nunca esconder da imprensa, o quanto sempre amou o marido.

4. RECONHEÇA QUE VIVER SOZINHA NÃO SIGNIFICA UMA TRAGÉDIA

Isso pode facilmente ser entendido através da leitura do post que antecede a este. Na verdade, importantes especialistas que entendem muito de relacionamento humano também pensam assim.

Um deles é o psicanalista Flávio Gikovate, para quem o viver só é também uma escolha e um estado honroso. A convivência com os amigos, filhos e outras pessoas a quem elegemos, pode ser tão ou mais gratificante do que viver na mesma casa com um parceiro que foi idealizado.

Sem dúvida, essa lista não é exaustiva. Ela correponde apenas a "um lembrete" para "despertar" algumas mulheres que não estão se sentindo felizes por estarem sozinhas. O mais valioso mesmo é detectar aquilo que realmente tem importância para um relacionamento feliz.

"Pegue mais leve" com você mesma e não deixe de ser feliz!

Homens bons existem e bons homens estão à procura de boas mulheres.

Tony Ayres

05 junho, 2009

SEXO E AMOR - COMO SÃO ENTENDIDOS PELO HOMEM E PELA MULHER

Desejo abordar, neste post, um assunto que tem sido a causa frequente de desentendimentos entre homens e mulheres: o desconhecimento ou a negligência, no que diz respeito à diferença na forma de encarar o sexo e o amor entre eles.

Há muito se sabe que a constituição psicológica do homem é totalmente diferente do que a constituição psicológica da mulher.No entanto, num mundo no qual os papéis desempenhados por eles, principalmente na esfera profissional,é muito grande, essa diferença psíquica fica relegada a um plano totalmente secundário.

Sexo e amor são, talvez, os sentimentos mais fortes que os seres humanos possuem e, embora sejam interdepententes entre si, precisam ser entendidos com clareza se o que desejamos é, realmente, o bem estar comum e o estabelecimento da felicidade do casal.

O sexo carrega consigo uma poderosa força instintual, enquanto o amor é responsável pelos laços de ternura, compreensão e compromisso.

O amor se desenvolve ou se desvanece suave e firmemente. O sexo flutua mais frequente e poderosamente. Tanto assim, que somos muito mais conscientes do auge e da queda de nossos sentimentos sexuais, do que das mudanças que ocorrem em nosso coração.

As mulheres têm uma tendência de expressar a sexualidade ligada ao amor, enquanto seu amor não é, necessariamente, ligado à sexualidade.

Os homens, ao contrário, têm a tendência de associar o amor à sexualidade, enquanto sua sexualidade não é, necessariamente, associada ao amor.

Colocando o que foi dito em outras palavras: os homens podem ter sexo sem amor mais facilmente do que as mulheres; enquanto as mulheres podem ter amor sem sexo, mais facilmente do que os homens.

É precisamente o não entendimento dessas verdades ( ou a a negligência delas, como dissemos) a principal causa de fortes desentendimentos entre muitos casais, que, se não forem cuidados a tempo, podem levar ao rompimento até dos, aparentemente, mais sólidos casamentos.

Toni Ayres