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08 dezembro, 2009

O Homem Enviado de Deus

billy Diga sinceramente: O que você pensaria se entrasse numa igreja muito simples, cuja ventilação fossem apenas as janelas abertas e o púlpito fosse tão somente o mesmo chão de vermelhão no mesmo nível da “platéia”, onde, numa singela cadeira de madeira estivesse sentado um homem de aparência humilde?

E se percebesse que as calças e camisa desse  homem fossem daquele tipo que você costuma ver à venda nas bancas de roupa da feira livre de seu bairro ou nas barracas dos camelôs, que são os locais onde compram suas vestimentas aqueles que ganham menos de um salário mínimo e, não raras vezes, têm esposa e filhos para sustentar?

E, se, depois dos cânticos, durante os quais não houve momento de ofertório, você visse aquele homem com o rosto marcado pela vida, abrir a sua surrada Bíblia, ler uma passagem com a voz pausada e mansa e, em seguida, pregasse uma poderosa e ungida mensagem, que chacoalhasse a sua consciência e penetrasse nos mais recôndito canto de seu coração e o confrontasse, de forma inequívoca, com suas próprias fraquezas, como se conhecesse toda a sua vida, desde o ventre de sua mãe?

E, se,afinal, depois de um abençoadíssimo culto, você visse aquele homem fechar a igrejinha, abrir seu guarda-chuvas (pois estava chovendo), dirigir-se parao ponto de ônibus, subir no coletivo e ir para a sua casa, anônimo entre os anônimos passageiros daquela condução?

Isso faria com que você se lembrasse dos pastores, missionários e bispos a quem você está acostumado a ver e a ouvir ou o lembraria de um homem a respeito do qual o evangelho de João assim se refere, no verso 6, do capítulo primeiro:

“Houve um homem enviado de Deus…”

baptist3 Esse “homem enviado de Deus” vestia-se de peles de camelo; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre, pregava em meio ao deserto, batizava no rio Jordão e sua mensagem atraía a multidão.

Foi o precursor do Messias, mas nenhum título reivindicou para si, a não ser “uma voz que clama no deserto”.

Você vê algo de parecido com ele, entre aqueles que se dizem ser “mensageiros de Deus”, nos diasde hoje?

Pois bem. Saiba que a marca deste homem é a marca dos homens verdadeiramente enviados de Deus, também em nossos dias.

Soli Deo Gloria

Tony Ayres

OBSERVAÇÃO: Billy Graham, apesar de não ser simples como o pastor de nossa história, tem o testemunho de toda uma vida de humildade de coração, que é, na verdade, a mensagem que procuramos passar com esta postagem.

25 junho, 2009

A VOZ QUE ATRAIU MULTIDÕES

Preacher5 Aquele era de fato um homem admirável. Sua palavra era forte e cortante. Não transigia em seus princípios. Estampava em seu rosto uma fisionomia decidida e o estranho brilho de um cativante olhar de alguém que sabia que tinha uma missão a ser cumprida.

Não usava traje social nem roupa de grife alguma. Ao contrário, era muito simples. Decididamente, sua indumentária em nada contribuía para a sua imagem e comunicação.

No entanto, era carismático. Seus discursos atraíam multidões, que sorviam suas palavras penetrantes, assim como a esponja absorve a água.

Seus hábitos eram muito simples, por vezes, estranhos. Não freqüentava restaurantes famosos, nem comia em cozinhas suntuosas.

Seu alimento era sui gêneris, totalmente natural, considerado por muitos, esquisito até, e de mau gosto.

Mas dava-lhe uma enorme força.

Poderia escolher lugares badalados para fazer as suas disputadíssimas preleções. No entanto, escolhia os mais desertos.

Mesmo assim, as multidões acorriam para ouvi-lo.

Quiseram fazê-lo importante, achar-lhe um título nobre, torná-lo um líder, mas ele recusou tudo isso, terminantemente.

Ficaram curiosos, então. De onde provinha tanto poder nas palavras e tanta sabedoria? Seria um excêntrico sábio, vestido de uma "pele rude", a fim de resguardar sua identidade?

Criaram coragem e começaram a perguntar-lhe: "Você é um doutor?" "É um sociólogo?" "Por acaso, seria você um vidente sensitivo?" "É um antropólogo"? "Um cientista político, talvez?"

E assim as perguntas se multiplicavam. Mas a resposta a todas elas era, indefectivelmente, um retumbante NÃO.

Perderam, então, a paciência:

Decidiram, acabar com aquela curiosidade mórbida: "Se você não é nada do que julgamos ser, mas encanta-nos com as suas palavras, abra então o jogo: Diga-nos, de uma vez, que é você, afinal?"

Alguns momentos de silêncio, enquanto o seu olhar percorria a multidão. Finalmente, sua boca se abriu para dar a resposta que calou todas as outras:

"Eu sou a voz que clama no deserto".

Sim, querido leitor. Aquele pregador rústico e autêntico não reivindicou para si nenhum título de bispo, de apóstolo ou de profeta.Tampouco, púlpitos majestosos ou extensos horários na televisão.

Tudo o que ele queria era ser "uma voz que clama no deserto" e anunciar, em meio ao deserto, a chegada de seu Senhor.

Quando quiseram fomentar a inveja em seu coração, contando-lhe a respeito do "noivo", que, segundo eles, roubava-lhes os adeptos dele, que era "o amigo do noivo", respondeu, seguramente:

"É necessário que ele cresça e que eu diminua" (Jo. 3.30)

Sabia que a glória não era para si e sim para aquele de quem ele não se sentia digno de desatar as sandálias dos pés.

Compare a atitude deste homem com as atitudes de muitos "homens de Deus" que você conhece, hoje.

Sem dúvida, há de ficar claro para você porque a Igreja sofre tanto e você acabará por entender o que quis dizer Ghandi, depois de ter lido o Novo Testamento:

"Admiro o vosso Cristo, mas abomino o vosso cristianismo".

Soli Deo Gloria

Tony Ayres