21 março, 2009

VALE A PENA CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE O MAL DE ALZHEIMER

fig2838 Também conhecido como demência, caduquice ou esclerose múltipla, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que produz uma progressiva atrofia do mesmo e, consequentemente, das funções cerebrais.

Geralmente, manifesta-se após os os 65 anos de idade sendo mais comum que ocorra ao final da sétima década de vida (79, 80 anos).

Produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, o que reflete nas áreas da linguagem e do comportamento.

Pode-se começar a desconfiar de que um paciente esteja com Alzheimer quando surgem queixas do tipo: "Eu sempre me esqueço...";"Não consigo me lembrar onde deixei...";"Esqueço-me facilmente das coisas que devo comprar..."; "Doutor, minha mãe se esqueceu onde fica minha escola..." e outras tantas, semelhantes a essas.

Essas queixas, inicialmente, são vistas pelos familiares como "próprias da idade". Mas, quando o enfermo começa a esquecer o caminho de casa ou não se lembra de jeito algum, ou só com muito esforço, de um fato que aconteceu, então eles se dão conta de que o médico deve ser procurado.

Algumas vezes, pode tratar-se de outro distúrbio, até sem importância, mas pode ser também a fase inicial do mal de Alzheimer, que, na verdade, ainda não tem cura, mas, quando tratado precocemente, pode ter o seu avanço bastante atrasado.

As causas do Alzheimer ainda não são conhecidas, mas sabe-se que existem relações com algumas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais, as quais começam a interferir nas funções cognitivas.

No decurso do mal de Alzheimer, ocorrem quatro fases distintas:

Fase inicial: ocorrem alguns esquecimentos esporádicos, que não chegam a atrapalhar a convivência social. A pessoa doente ainda mantém-se independente. Aqui, convém lembrar de que existem dois tipos de esquecimento: o esquecimento de uma pessoa normal e o esquecimento de um portador de Alzheimer. Por exemplo: uma pessoa normal lembra-se de que esqueceu um abridor de latas sobre a pia. Entretanto, a pessoa que tem Alzheimer não se lembra que deixou o abridor de latas sobre a pia.

Fase intermediária leve: começa a haver a dependência de outra pessoa, muito embora, nessa fase ainda haja muitos momentos de lucidez. Pode-se comparar o doente, nestas condições, a uma criança de oito ou nove anos de idade, uma vez que ele precisa ser lembrado de simples rotinas, como escovar os dentes ou tomar banho, por exemplo.

Fase intermediária grave: exige um cuidado intenso, porém o doente ainda pode ajudar em suas atividades. Nessa fase, há uma dificuldade maior de socialização e a perda de memória é mais intensa.

Fase terminal: aqui o enfermo já está completamente dependente de outra pessoa. Via de regra, ele já se encontra acamado, tem dificuldade para comunicar-se, alimentar-se e higienizar-se. Grande parte dos portadores nem chegam a essa fase, pois morrem antes, em razão de outras doenças, como câncer e diabetes, entre outras.

Normalmente, na fase inicial da doença, o enfermo mostra-se um pouco confuso e esquecido. Parece não encontrar palavras certas para se comunicar. Em alguns casos apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades rotineiras do dia a dia.

Na fase intermediária, necessita de uma ajuda muito maior para realizar tarefas de rotina. É possível que não reconheça seus familiares, comumente apresenta incontinência urinária e fecal; torna-se incapaz para o julgamento e o pensamento abstrato.

Torna-se imperiosa a ajuda direta para se vestir, comer, tomar banho, tomar seus remédios e todas as demais atividades de higiene. Apresenta, muitas vezes, comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade.

É comum, também, a ocorrência de depressão, regressão e apatia.

No período final da doença, há perda de peso, mesmo com dieta cerebro adequada; completa dependência, incapacidade para qualquer atividade de rotina da vida diária, absoluta restrição ao leito, com perda total de julgamento e concentração.

Ainda podem ocorrer reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Em muitas vezes, a causa da morte não tem relação com a doença, e sim, com fatores relacionados à idade avançada.

O tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição.

O mal de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas, muito especialmente, as pessoas que lhe são próximas. A família deve estar preparada para uma sobrecarga muito grande, emocional, física e financeiramente.

Apesar do mal de Alzheimer não poder ser considerado uma doença estritamente hereditária, pode-se falar em uma predisposição de algumas famílias a ela; o que não significa, absolutamente, que que outros familiares terão, necessariamente, a doença.

Uma das características do mal de Alzheimer é a lembrança do passado e o esquecimento do presente. Além dos cuidados médicos, o doente também necessita de carinho e da atenção da família.

Não existe, infelizmente, prevenção para o Alzheimer. No entanto, especialistas recomendam exercícios contínuos para o cérebro como leitura, palavras-cruzadas.

Toni Ayres

12 comentários:

  1. Pra. Tâniamarço 21, 2009

    Graça e Paz!
    Indiquei seu Blog para o Selo “Prêmio Dardos”. Seu Blog merece!
    Maiores informações, leia no meu Blog: http://soaverdadeverdadeira.blogspot.com
    Que Deus continue te inspirando e usando para a Sua Glória!
    Em Cristo,
    Pra. Tânia Guahyba/

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  2. Muito obrigado, pastora Tânia, pela sua indicação, o que é um incentivo para mim. Fui conhecer o selo e gostei muito de seu blog. Tudo nele é muito bom, mas o que você escreveu no cabeçalho é muito lindo.

    Obrigado e parabéns!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Paz!
    Gostaria de te enviar um e-mail.
    Qual endereço posso utilizar?
    Obrigado,
    Wânia

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  5. Wania:

    Pode me escrever utilizando o endereço:

    antoniopsic@gmail.com

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  6. Wania:

    Pode me escrever utilizando o endereço:

    antoniopsic@gmail.com

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  7. Oi irmão Tony!

    Li este texto sobre o "alemão". rsrsrsrsrs... é séria esta doença mesmo... que dó. Nunca vi um paciente de perto nestas condições, mas uma colega de sala que já era uma senhora, tinha a mãe dela com esta doença, e contava.. era muito triste... Graças a Deus a medicina sempre avança a fim de ajudar, de fazer o que pode neste sentido.

    Deus te ilumine sempre para com as postagens!

    Em Cristo,

    Claudia Sunshine

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  8. Como vai Antonio?

    Eu não tenho deixado comentários aqui, mas sempre venho ler seus artigos. Principalmente na parte da noite, onde eu tenho um pouquinho mais de tempo. Há dois meses perdi uma pessoa próxima da família com esse mal. Foi muito doloroso ver quem amamos, se desprendendo de nós aos poucos. Como disse a colega acima, ainda bem que a medicina está em constante avanço... E quem sabe estamos bem perto da cura da doença de Alzheimer.
    Aproveito o espaço, para desejar uma semana de muita Graça de Deus sobre sua vida. E que você possa crer cada vez mais, que: “...o Senhor sustém os justos.” (Salmo 37:17)

    Shalom

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  9. Cláudia:

    Como viu, o "alemão", como você diz, é mesmo uma doença séria. Por essa razão, como cristão, sou a favor de pesquisas com células-tronco e do desenvolvimento da engenharia genética, como campos de estudo promissores para a cura de doenças para as quais a medicina ainda não tem solução.

    Shalom!

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  10. Márcia:

    Concordo com você. É mesmo muito triste acompanhar um paciente com a doença de Alzheimer. Mas, também como você, tenho esperanças de que a cura para esse mal esteja muito próxima.

    Agradeço-lhe por suas palavras amigas e pelos versículos que me envia, os quais muito me edificam.

    Tenho um carinho muito grande por você e pelos seus escritos.

    Que Deus a abençoe cada dia mais!

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  11. Caro amigo, li atentamente seu artigo, pois minha vó Luzia já tem 82 anos e mora comigo. Graças a Deus ela é lúcida, ativa e muito bem humorada. Na verdade, tão lúcida que EU é que lhe peço para lembrar-me de algo. rsss Mas eu sei que é preciso estar atenta a qualquer mudança em seu comportamento. Minha vó é uma fortaleza, depois de Deus ela é o meu porto seguro. Eu é que preciso dela e não o contrário.
    Conviver com um idoso ensina-nos muito, é uma lição de vida.

    Abraços,

    Cintia

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  12. Paz irmão Toni Tadeu!Ja deixei um comentario no seu blog.Hoje li sobre Alzheimer e pude identificar o grau q meu tio ,com 78,fez ontem,está.Ele tem uma esposa maravilhosa e incansavel,q cuida muito bem dele.O q/ eu acho mais lindo é ver como ela viaja c/ele.É de carro,onibus,avião,e não considera como peso.Ta sempre alegre e de mãos dada c/ ele.Moram em Joinville,SC,eles ja tem 52 anos de casados.Pena q eu não moro perto dela,para poder ajuda-la.Então obrigada pela matéria sobre esse mal.Bjos. Neusa

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